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Sincovaga debate as perspectivas para o varejo de alimentos e a Negociação Coletiva 2015/2016

O Sincovaga (Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Estado de São Paulo) realizou no dia 17 de junho de 2015, quarta-feira, a primeira Reunião Prévia para Negociações Coletivas 2015/2016, em São Paulo, para discutir, entre outros assuntos, as estratégias para o processo de negociação com as entidades sindicais de comerciários e as perspectivas para o varejo de alimentos no segundo semestre.

A reunião foi organizada na sede de uma das empresas parceiras do Sincovaga, a MG Contécnica, que recebeu mais de 50 pessoas, entre empresários e representantes dos associados.

Na abertura do encontro, o presidente do Sincovaga, Alvaro Furtado, convidou Fábio Pina, economista da FFA Consultoria, que desenvolve estudos para a FecomercioSP e para o Sincovaga, para falar sobre as perspectivas em relação ao desempenho do varejo em 2015.

Em sua apresentação, o economista mostrou os prováveis cenários para alguns índices que influenciam o setor. Segundo ele, o varejo em São Paulo deve ter queda de 3% este ano. A expectativa em relação à inflação este ano é de 9%, enquanto a Selic deve fechar em 14%, com câmbio em torno de R$ 3.

O especialista chamou a atenção para o volume de crédito, que deve cair 5% em 2015. A desaceleração da economia também reduziu a confiança dos consumidores e empresários, cujos índices, pesquisados pela FecomercioSP, chegaram a inéditos 90,6 e 80,6 pontos em junho de 2015, respectivamente, numa escala de 200 pontos.

Na sequência, o Dr. Maurício Furtado, advogado do Sincovaga, abordou alguns pontos das normas em vigor que geram mais dúvidas e consultas dos associados, para que se tente nas próximas CCT’s modificá-las ou ajustá-las. Entre os exemplos estão a abertura aos domingos, trabalho nos feriados, fornecimento de refeição, folgas, aviso prévio, atestados médicos, além das multas para demissão próxima da data-base.

Quanto às negociações, como a indexação dos salários à inflação ainda influencia muito, o ponto de partida será o índice do INPC, segundo Alvaro Furtado. Na opinião do presidente do Sincovaga, a prioridade este ano será garantir o emprego. Por isso, reajustes que considerem a inflação mais um aumento real, nos moldes do que foi aprovado em anos anteriores, são inviáveis para as empresas, visto que o cenário econômico continuará desafiador pelo menos até o final de 2016.

Nos próximos dias haverá outras reuniões com entidades representativas em São Paulo e no interior, para que a proposta do Sincovaga comece a ser formulada, visto que a pauta do Sindicato dos Comerciários ainda não foi recebida.

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