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REDE INGLESA É ALVO DE PROCESSO BILIONÁRIO POR PAGAR MENOS A MULHERES  09/02/2018

Por Redação SM - 09/02/2018

Advogado das funcionárias afirma que mais de 200 mil trabalhadores podem ter direito a indenização

Enquanto o Reino Unido obriga as empresas a divulgarem a diferença salarial entre homens e mulheres, a maior empregadora privada do país enfrenta uma enorme ação judicial de trabalhadoras que se sentem tratadas injustamente. 

Uma grande rede de supermercados inglesa é alvo de queixas que, segundo o um escritório de advocacia local, poderiam somar quatro bilhões de libras (US$ 5,6 bilhões). O escritório sustenta que as trabalhadoras das áreas abertas ao público das lojas recebem salários injustamente inferiores que os colegas funcionários de armazém do sexo masculino e afirma que mais de 200 mil trabalhadores têm direito a indenização.

“Definitivamente não deveria haver discussão de que as trabalhadoras das lojas, em comparação com os trabalhadores dos centros de distribuição, contribuem pelo menos com a mesma parcela dos vastos lucros da rede”, disse advogada. A varejista afirma que não recebeu as queixas.

As queixas coincidem com a implementação de novas regras no Reino Unido que exigem que toda empresa que emprega mais de 250 pessoas revele a disparidade salarial entre homens e mulheres até abril. A rede está particularmente exposta devido ao seu tamanho e também pela campanha recente para adicionar milhares de trabalhadores às lojas em uma tentativa de suavizar a imagem de empresa intransigente entre os consumidores britânicos.

Os funcionários das lojas da varejista recebem em torno de 8 libras por hora e os colegas dos centros de distribuição podem chegar a ganhar mais de 11,50 libras, segundo advogada. O escritório afirma que foi abordado por mais de 1.000 funcionárias e ex-empregadas da rede de supermercados.

Maiores salários


A rede de supermercados informou anteriormente que os homens receberam em média 14% a mais do que as mulheres no período de um ano até abril de 2016. Dos trabalhadores da varejista com salários mais baixos, 62% são mulheres, mas apenas 41% dos trabalhadores mais bem pagos são mulheres. Um porta-voz da rede disse que a empresa “trabalha duro para garantir que todos os nossos colegas sejam pagos de forma justa e igualitária pelas tarefas que realizam”.

“Se as funcionárias da supermercadista tiverem sucesso na ação, todas as grandes varejistas, e até mesmo empresas em geral, podem ficar expostas a uma onda de litígios por diferenças salariais entre gêneros”, disse outro advogado trabalhista da região.

Fonte: Época Negócios


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