10 de dezembro, 2023

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Relatório da ONU aponta para desaceleração do crescimento econômico mundial em 2023

Um relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU) aponta desaceleração do crescimento econômico mundial. No entanto, para o Brasil, a tendência é positiva. O relatório compara a economia mundial a um avião que entrou em “estol”, voando tão devagar que está à beira de cair. O crescimento modesto de 2,3% previsto para 2023 atende à definição de “recessão global”, diz o texto.

Já 2024 sugere uma pequena melhora, crescimento de 2,5%, mas somente se a área do euro se recuperar e as maiores economias evitarem choques adversos. O estudo destaca que esse baixo crescimento é um dos menores das últimas quatro décadas, excetuando-se os anos de crise.

BrasilChinaJapãoMéxicoRússia e Índia são exceções e devem registrar crescimento. A Índia deve ter o maior crescimento, com previsão de 6,6% para este ano. Em relação ao crescimento previsto para este ano no relatório do ano passado, Brasil e Rússia tiveram os melhores resultados.

Previsão da ONU para o crescimento mundial. — Foto: Reprodução/Jornal da Globo

Para o Brasil, a previsão para 2023 era de 0,9% de crescimento, agora saltou para 3,3%, com 2,3% previstos para o próximo ano. A China, que cresceu 8,4% em 2021, deve crescer significativamente menos, 4,6% este ano.

O relatório expressa preocupação com a área do euro, que caiu de um crescimento de 5,4% em 2021 para apenas 0,4% este ano. Alerta que o aperto monetário na área do euro arrisca empurrar a Europa para uma recessão em 2024.

Para os Estados Unidos, o relatório vê o risco de uma forte desaceleração no segundo semestre de 2023 e um ambiente de incerteza em torno da eleição presidencial do próximo ano.

Organização das Nações Unidas. — Foto: Reprodução/Jornal da Globo

O relatório destaca a crescente desigualdade econômica e o esmagamento das economias dos países em desenvolvimento sob o peso da dívida externa.

Metade da população mundial, 3,5 bilhões de pessoas, vive em países que gastam mais com o serviço da dívida do que com saúde e educação. Por isso, cresce a dificuldade em atender necessidades críticas como segurança alimentar, proteção social e adaptação climática.

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