22 de julho, 2024

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Alimentos e bebidas registraram inflação de 0,41% em fevereiro

Imagem: senivpetro - br.freepik.com

O Índice de Preços dos Supermercados (IPS), calculado pela Associação Paulista de Supermercados (APAS) em parceria com a FIPE, registrou inflação de 0,41% em fevereiro. O resultado foi impulsionado pelo aumento de 0,68% dos alimentos e bebidas. Nesse grupo de produtos, os semielaborados tiveram alta de 1,28% e os alimentos in natura, de 5,09%.
“Esses dois grupos são os únicos dentro de alimentos e bebidas que apresentam inflação no acumulado do ano, com 3,32% para produtos semielaborados e 8,13% para produtos in natura. O que equilibrou o indicador de preços de fevereiro foi a deflação de 0,45% nos itens industrializados, com queda de 0,27% no acumulado do ano”, comenta Felipe Queiroz, Economista-chefe da APAS.

Projeções da APAS indicam que a inflação medida nos supermercados (IPS) encerre o ano em 4,2%, enquanto o índice oficial de inflação da economia brasileira, o IPCA, fique em 3,9%.

“O cenário projetado leva em conta uma conjuntura de fatores. Um aspecto é o impacto dos efeitos climáticos, como o El Niño, na produção de alimentos. O setor agropecuário sofre reflexos na colheita das safras e na criação dos rebanhos, o que afeta toda cadeia produtiva e pode causar oscilações nos preços dos alimentos”, explica Queiroz.

Semielaborados

A categoria de produtos semielaborados apresentou alta pelo quinto mês consecutivo, com índice de 1,28% em fevereiro. O resultado foi impulsionado pelos aumentos nas subcategorias leite (3,81%), cereais (3,44%) e aves (1,21%). Vale destacar a deflação das carnes bovinas (-0,70%) e suínas (-1,85%).

Na subcategoria de cereais, que apresenta inflação de 15,41% no acumulado dos últimos 12 meses, o arroz e o feijão têm pressionado a alta, com variações de 3,84 e 3,40% em fevereiro, respectivamente.

Industrializados

Os produtos industrializados registraram em fevereiro deflação de 0,45%, índice favorável ante a inflação de 0,19% observada em janeiro. O resultado pode ser explicado pela queda de preços em oito subcategorias: derivados de leite (-0,77%), cafés, achocolatados, pó e chás (-0,26%), adoçantes (-1,05%), doces (-1,48%), biscoitos e salgadinhos (-0,85%), óleos (-0,13%), massas, farinhas e féculas (-0,76%) e condimentos e sopa (-0,33%).

Por outro lado, três subcategorias apresentaram inflação mensal: panificados (0,54%), enlatados e conservas (0,60%) e alimentos prontos (0,36%). Os preços dos derivados de carne permaneceram estáveis no período.

Dentro da categoria de óleos, a deflação mensal decorreu da redução dos preços dos óleos de soja (-1,38%), milho (-2,17%), girassol (-1,66%) e composto (-0,80%). Por outro lado, o azeite segue em alta, motivado pela quebra na produção mundial do produto. Em fevereiro, o azeite sofreu aumento de 3,83%, resultando em alta acumulada 45,6% nos últimos 12 meses.

Produtos in natura

Os produtos in natura registraram inflação de 5,09% em fevereiro e acumulam alta de 21,83% nos últimos 12 meses, reflexo da influência das condições climáticas adversas nos preços dos alimentos.

Todas as subcategorias apresentaram alta no mês, com destaque para frutas (3,00%), legumes (7,25%), tubérculos (7,40%), ovos (3,49%) e verduras (5,51%).

Na subcategoria de frutas, as maiores contribuições foram do abacaxi (13,48%), da laranja (12,64%), da banana (10,81%) e do melão (10,09%). Já entre os legumes, o tomate e a cenoura, itens com maior peso nessa cesta de produtos, apresentaram aumentos de 8,86% e 18,55%, respectivamente. Em 12 meses, os dois produtos inflacionaram 25,01% e 87,99%, respectivamente.

Bebidas

Bebidas não alcoólicas apresentaram inflação de 0,02% no mês e de 3,86% no acumulado dos últimos 12 meses. Por outro lado, os preços das bebidas alcoólicas sofreram deflação de 0,54%, apesar da alta de 4,36% registrada em 12 meses.

Artigos de limpeza e Produtos de higiene e beleza

Os artigos de limpeza apresentaram deflação mensal de 1,52% e de 4,62% nos últimos 12 meses. Já os preços dos produtos de higiene caíram 0,37% em fevereiro, apesar da alta acumulada de 2,25%.

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