15 de julho, 2024

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Após três meses de alta, confiança dos empresários paulistanos volta a cair

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Depois de três meses de altas seguidas, a confiança do empresariado paulistano voltou a recuar. Em abril, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) registrou queda de 1,9% em comparação a março, passando de 111 para 108,9 pontos [tabela 1]. O índice varia de zero a 200 pontos, em que abaixo de 100 pontos reflete o sentimento de pessimismo dos empresários, e acima desse patamar aponta otimismo.

O resultado foi influenciado, principalmente, pela deterioração da percepção quanto às condições econômicas atuais. Embora a atividade econômica e o mercado de trabalho tenham apresentado bons resultados, a pressão inflacionária sobre alguns grupos no início do ano, a revisão da meta fiscal e seus efeitos sobre o ciclo de cortes na taxa de juros parecem ter preocupado os empresários. O elevado porcentual de famílias inadimplentes também é um fator de atenção.

Esse cenário é confirmado ao verificar que o Índice das Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC), um dos subindicadores do ICEC, caiu 5%, em relação a março, e 4,1%, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Além disso, ao marcar 86,5 pontos, o ICAEC segue refletindo o sentimento de pessimismo dos empresários a respeito do momento atual (abaixo dos 100 pontos).

O Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (IEEC), outro subindicador, responsável por medir as perspectivas futuras dos negócios, também caiu ao passar de 142,4 pontos, em março, para 140,6 pontos, em abril, queda de 1,2%. No entanto, é o item mais bem avaliado do ICEC. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve leve alta de 0,8%. Já o Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IIEC), variável que mede a disposição dos empresários a realizar contratações ou a investir na estrutura física da empresa, se manteve estável em relação ao mês de março, nos mesmos 99,5 pontos.

ADEQUAÇÃO DE ESTOQUES ATINGE MAIOR NÍVEL EM QUASE DOIS ANOS

O índice que mede o sentimento dos empresários quanto ao nível de estoque (IE) avançou 4,6% em abril, passando de 114,7 pontos, em março, para 120 pontos, em abril, o maior patamar desde maio de 2022. A alta foi motivada pelo porcentual de empresários que consideram os estoques adequados, saltando de 57%, em março, para 59,7%, em abril, enquanto a parcela que considera ter estoques em excesso caiu de 26,7% para 24,4%, no mesmo período.

A FecomercioSP segue alertando os empresários de que estoque parado é dinheiro paralisado. Contar com uma gestão eficiente é fundamental para manter a saúde financeira, principalmente em períodos de juros elevados.

Indice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) contempla a percepção do setor em relação ao seu segmento, à sua empresa e à economia do País. São entrevistas feitas em painel fixo de empresas, com amostragem segmentada por setor (não duráveis, semiduráveis e duráveis) e por porte de empresa (até 50 empregados e mais de 50 empregados). As questões agrupadas formam o ICEC, que, por sua vez, pode ser decomposto em outros subíndices que avaliam as perspectivas futuras, a avaliação presente e as estratégias dos empresários mediante o cenário econômico. A pesquisa é referente ao município de São Paulo, contudo sua base amostral reflete o cenário da região metropolitana.

O Índice de Expansão do Comércio (IEC) é apurado todo o mês pela FecomercioSP desde junho de 2011, com dados de cerca de 600 empresários. O indicador vai de 0 a 200 pontos, representando, respectivamente, desinteresse e interesse absolutos em expansão de seus negócios. A análise dos dados identifica a perspectiva dos empresários do comércio em relação a contratações, compra de máquinas ou equipamentos e abertura de novas lojas. Apesar de esta pesquisa também se referir ao município de São Paulo, sua base amostral abarca a região metropolitana.

O Índice de Estoque (IE) é apurado todo o mês pela FecomercioSP desde junho de 2011 com dados de cerca de 600 empresários do comércio no município de São Paulo. O indicador vai de 0 a 200 pontos, representando, respectivamente, inadequação total e adequação total. Em análise interna dos números do índice, é possível identificar a percepção dos pesquisados relacionada à inadequação de estoques: “acima” (quando há a sensação de excesso de mercadorias) e “abaixo” (em casos de os empresários avaliarem falta de itens disponíveis para suprir a demanda a curto prazo). Como nos dois índices anteriores, a pesquisa se concentrou no município de São Paulo, entretanto sendo a sua base amostral considera a região metropolitana.

 

https://www.fecomercio.com.br/

 

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