22 de julho, 2024

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Brasil registra recorde de vazamento de dados

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De acordo com a pesquisa do MIT (Massachusetts Instituteof Technology), o Brasil registrou um aumento de 493% nos crimes de vazamentos de dados cibernéticos. Ou seja, mais de 205 milhões de dados dos brasileiros foram vazados de forma criminosa, em 2019. E no início de 2021 foi registrado um mega vazamento de informações na rede, que atingiu 223 milhões de brasileiros, incluindo os registros pessoais como: CPF, endereço, foto de rosto, data de nascimento (até mesmo de pessoas falecidas) e dados de CNPJ.

E quando se trata das empresas, os dados são ainda mais alarmantes, já que 44% das indústrias possuem mais de mil contas ativas com usuários fantasmas habilitados, e quatro em cada 10 organizações têm cerca de mil arquivos confidenciais abertos para todos os funcionários, além de mais da metade das empresas possuírem 500 contas com senhas que não são atualizadas. A pesquisa realizada pela Varonis, conhecida como 2021 Manufacturing Data Risk Report, mostrou também que 44% das indústrias possuem dados em situação de perigo.

Com base em uma amostra aleatória de relatórios de avaliação de riscos de 50 indústrias globais, e um total de quatro bilhões de arquivos, o resultado não poderia ser menos avassalador: mais de 6 milhões de documentos online estão abertos para todos os funcionários, expondo um situação de risco para vazamentos e outros crimes virtuais. No caso das grandes empresas, esse número dobra. O estudo aponta que em organizações com mais de 1.500 trabalhadores, os funcionários podem acessar mais de 12 milhões de arquivos. Um em cada dez arquivos abertos para todos na empresa são confidenciais.

Em média, os grupos industriais pesquisados possuem mais de 27 mil arquivos confidenciais com acesso irrestrito aos colaboradores, que incluem documentos, dados de propriedade intelectual, informações pessoais de funcionários, registros de manufatura, cadeia de suprimentos, desenvolvimento de produtos, planos de marketing, planejamento financeiro, segredos de venda, planos de negócios e uma série de outros elementos comprometedores.

Aproveitando-se de todas essas lacunas, os criminosos enviam grupos de ransomwares para a tarefa, um tipo de malware que rouba os dados das vítimas, criptografa e depois cobra o resgate pelo “sequestro”, como aconteceu recentemente com algumas empresas dos varejo. Este “assalto de dados confidenciais” pode causar danos imediatos, como a interrupção de uma linha de montagem ou da cadeia de suprimentos, por exemplo.

O relatório revela inclusive que o setor industrial foi o quinto segmento mais visado para os ataques virtuais em 2020, e a violação de dados causou prejuízos de US$ 4,99 milhões, com invasões a cada 220 dias, em média.

Sendo assim, o estudo conclui que quase metade das corporações está despreparada para lidar com os crimes cibernéticos, embora alguns setores mais regulamentados como o financeiro e o da saúde possuam políticas de segurança cibernética mais desenvolvidas, a maior parte das empresas agem de forma mitigativa.

Lei Geral de Proteção de Dados

Em vigor desde agosto de 2020, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) busca combater esses tipos de crimes com o aumento de proteção de arquivos na rede. A legislação reconhece a segurança como um dos princípios a serem observados por aqueles que exercem atividades de tratamentos de dados pessoais e condiciona o ressarcimento pelo tratamento irregular das informações, sobretudo relacionados aos vazamentos e outros recursos criminosos.

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