19 de julho, 2024

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Construa uma imagem na cabeça do consumidor

Unplash

Ir ao supermercado é muito, muito mais que reabastecer os estoques domésticos.

Para muitas pessoas, o ambiente do supermercado é local de uma espécie de terapia de “autoamor”, de “presente pra mim mesmo ou alguém querido”, de aventura livre e acessível por corredores e gôndolas atraentes.

Dentro do supermercado refletimos sobre vitórias profissionais, felicidade cotidiana, amores e até reconstruções internas.

E claro, isso tudo ali mesmo pertinho, no bairro, na avenida ou naquele local reluzente, onde sempre passamos de carro e juramos darmos uma paradinha. Esses são apenas alguns dos cenários dessa experiência.

Experiência! Eis a palavra mágica que envolve feito flutuantes bolhas de sabão esse momento sublime.

Já notou que a maioria das pessoas reduz a velocidade ao andar pelos corredores dos supermercados, como se estivessem num mix de procurar lembrar uma lista na memória e o encanto por tantos insights e associações mentais?

Esse voo pelos corredores já é conhecido e o ambiente é cuidadosamente zelado pelos supermercadistas, com sutilezas que passam por iluminação, odores, disposição das mercadorias, piso e limpeza geral.

Claro que o mundo está cada vez mais automatizado e os supermercados avançando também no cenário 4.0. A adoção de tecnologias é realidade já percebida em muitos check-outs digitais, vendas online, pagamentos e inovações encantadoras.

Amo tudo isso, mas chamo sua atenção para a experiência da interface de pessoas dentro do Supermercado.

Recentemente eu estava na fila dos frios num supermercado e, na minha frente, uma senhora muito simpática aguardava sua vez. Eram 3 da tarde e eu estava na pausa criativa do trabalho, fazendo minha “mercadoterapia”.

Do outro lado do balcão, uma acolhedora funcionária, com sua toquinha nos cabelos e máscara no rosto, que não conseguia tampar seu sorriso contagiante atrás daquele tecido.

E foi a vez da senhorinha pedir:

– Olá! 300 gramas de queijo e 200 de presunto, por favor.

– Muito bem! – respondeu a atendente – Nessa hora do dia, esse queijo com presunto no meio de um pãozinho na chapa é irresistível mesmo, não é? E se a Juju estiver em casa, aí sim hein, Dona Ana!

Pronto! Eu não precisava ter ouvido aquilo, mas o que aconteceu foi inexplicável. A proximidade entre atendente e cliente fez a diferença, mas algo mais incrível aconteceu: pude construir a imagem no meu cérebro e até consegui sentir o cheiro do pãozinho quente, com queijo derretido caindo pelas laterais.

Ali tive um sentimento incontrolável. Assim são as experiências entre seres sociáveis como nós, humanos. E a grande responsável por isso foi a atendente acolhedora.

Sim, precisamos de tecnologia, precisamos de ambiente favorável e também precisamos de contato humano proativo, que nos tirem do automático e nos façam construir novas possibilidades em nossas mentes.

Dalí em diante eu só conseguia pensar: “Dona Ana, corre pra sua casa que agora é minha vez… minhas filhas merecem esse pãozinho de amor oferecido por esse anjo da venda sugestiva”…

Dill Casella é apaixonado pelo varejo. Possui formação em Desenvolvimento Gerencial, Empreendedorismo, PNL e dezenas de outros cursos nas áreas de Treinamento e Relações Humanas. Foi por 15 anos executivo de grandes corporações e, nos últimos 20, empreende à frente de sua organização (Despertare Treinamentos Empresariais) com mais de mil palestras e treinamentos customizados por todo território nacional, com 98% de aprovação. Dill Casella também é ator amador, compositor e escritor.

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