15 de julho, 2024

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Controle de estoque dá trabalho, mas incrementa o faturamento

Um supermercado tem em média 6 mil itens, entre alimentícios e não-alimentícios. Com um mix de produtos, que é como se chama o catálogo de itens que o estabelecimento comercial oferece, tão variado, dá para imaginar o desafio de administrar esse estoque.

O controle de estoque tem tanta importância no segmento do varejo de alimentos que se for eficiente pode aumentar o faturamento da loja, dizem os especialistas. “Isso porque um gerenciamento adequado evita tanto o excesso quanto a falta de produtos, o que, por sua vez, reduz desperdícios e assegura a disponibilidade de mercadorias para venda”, explica Fernando Lauria, CEO da Pricefy by Selbetti, especializada em soluções de tecnologia para empresas. “Além disso, um estoque bem controlado permite uma resposta mais rápida às demandas dos clientes, mantendo a competitividade e a satisfação do consumidor.”

 

“Esse efeito positivo no faturamento quer dizer que controlar os estoques é entender sua composição à luz do que o consumo determina e indica”, diz Anderson Ozawa, diretor da Aozawa Consultoria. “Para ter este controle é preciso conhecer seu cliente, sua demanda e entender que para cada ponto de venda existe uma peculiaridade que deve ser considerada para encontrar as categorias corretas e, principalmente, as quantidades corretas, para evitar rupturas e atender ao desejo do consumidor. Muitas vezes o supermercado tem uma perda comercial por falta de faturamento decorrente de ruptura − quando não tem o produto que o cliente deseja, seja quantitativa ou qualitativamente”, analisa.

 

“Ao fazer esse controle, é possível potencializar as vendas em determinadas categorias, com o entendimento de vendas combinadas, do combo de produtos e da capacidade de vendas do negócio. Mais que melhorar o faturamento, os supermercados melhoram consideravelmente o fluxo de caixa, com a melhor alocação de dinheiro na compra de mercadorias e com um impacto fortíssimo nas quebras, com redução das perdas de estoque por vencimento e/ou avarias”, destaca o especialista.

Com milhares de itens e centenas de fornecedores a monitorar, Fernando Lauria, da Pricefy by Selbetti, afirma que é preciso mudar a mentalidade comum no varejo de alimentos e investir em tecnologia e processos eficientes. “O uso de softwares de gestão de estoques pode reduzir erros humanos, melhorar o controle, e fornecer dados para a tomada de decisões. Além disso, é importante criar um planejamento que contenha as particularidades de cada produto e a demanda da loja, incentivando um controle de estoque mais rápido e eficiente”, diz ele.

Lauria cita como exemplo o software de gestão de ofertas da Pricefy, que embora não gerencie o estoque diretamente, influencia positivamente ao alinhar promoções com a disponibilidade de produtos. “Ao promover itens com estoque elevado ou próximo do vencimento, o software ajuda a otimizar a rotatividade de produtos, evitando perdas. Essa abordagem, combinada com um planejamento detalhado, que considera as particularidades de cada produto, facilita um controle mais ágil, contribuindo para um equilíbrio entre as vendas promocionais e a gestão eficiente do estoque, melhorando a lucratividade”, conclui.

Ozawa, da consultoria Aozawa, reforça que há outra lenda no varejo de alimentos que também precisa mudar, de que um estoque abarrotado é sinal de bonança. “É preciso o entendimento de que nem sempre um grande mix de produtos significa que você tem o melhor estoque do seu segmento, este sim um dos grandes paradigmas do varejo. Estoque sem controle é hoje sinônimo de falta ou má gestão dos estoques e, na visão financeira, de dinheiro parado com baixa liquidez”, alerta.

Mas, como isso é possível? Na opinião do consultor, ao trabalhar a qualidade do mix de produtos e como as categorias conversam entre si. E mesmo assim, se existe um grande mix de produtos no negócio, isso não é impeditivo para um controle eficiente de estoques. “Com uma plataforma de gestão adequada e um trabalho de gestão de categorias bem definido, os grupos de produtos passam a ser mais bem identificados e com isso, a gestão dos estoques também. Uma grande oportunidade para o controle eficiente de estoques é o correto cadastro do produto para posterior agrupamento em categorias”, diz.

“Para gerenciar grandes quantidades de produtos é preciso ter um trabalho de agrupamento dos itens de acordo com suas características de consumo e, assim, entender as correlações com outros grupos para promover agrupamentos mais assertivos. Será possível então mudar essa mentalidade, uma vez que a visão de gestão deixa de ser no SKU (unitária) e passa a ser na categoria (grupo). Por exemplo, a gestão de pães industrializados, tendo esta categoria macro e as categorias desdobradas como Pães Tradicionais, Pães Integrais, e assim por diante, onde dentro de cada um haverá uma quantidade ‘X’ de SKUs”, completa Ozawa.

 

Thais Abrahão – Presstalk Comunicação

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