15 de julho, 2024

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Crescimento no número de idosos e pets cria oportunidades para supermercados

Tratar o pet como filho é uma tendência que ganhou ainda mais força após a pandemia. Metade das residências do país já conta com a presença de cães ou gatos, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). E ao buscar o melhor para eles, os tutores já alçaram o Brasil à terceira colocação no segmento pet no mundo, com 4,95% do mercado. Ficamos atrás somente dos Estados Unidos, que são os líderes, com 44% do faturamento mundial, seguidos pela China, que representa 9% da fatia do comércio.

Reflexo disso, segundo o IPB (Instituto Pet Brasil), é a estimativa de que o mercado pet tenha movimentado no país mais de R$ 67 bilhões em 2023, o que representa crescimento de 12% do faturamento do mercado em relação ao ano anterior. A procura por produtos de qualidade é um fator que impulsiona as oportunidades de negócios no setor supermercadista, onde não podem faltar as seções pet, com itens essenciais de alimentação, transporte e habitação, higiene e cuidados, brinquedos, roupas e acessórios.

O mercado pet, particularmente no Brasil, apresenta um cenário fascinante e repleto de oportunidades, especialmente ao considerarmos a participação dos idosos como consumidores significativos.

 

“Para os idosos, que representam uma parcela considerável dos cuidadores desses animais, os pets são fontes de companhia, amor e alegria, desempenhando um papel crucial em suas vidas. A disposição desse grupo em investir em seus animais de estimação, seja na alimentação especializada, nos cuidados veterinários, ou em acessórios que proporcionem conforto e bem-estar, destaca a importância de se observar a demografia e as necessidades específicas dos consumidores sêniores”, afirma Willians Fiori, consultor e especialista em longevidade.

 

Segundo o especialista, produtos e serviços adaptados a esse público não apenas atendem a uma necessidade de mercado, mas também reforçam o vínculo emocional entre os idosos e seus pets.

Em 2021, o Brasil foi reconhecido como tendo a terceira maior população de pets do mundo, com mais de 149,6 milhões de animais de estimação, conforme apontado pelo Censo Pet Brasil do Instituto Pet Brasil (IPB). “Este número expressivo revela não apenas a afeição que os brasileiros têm por seus animais de estimação, mas também a dimensão do mercado a ser explorado”, analisa Fiori.

Dentro dessa diversidade, cães e gatos se destacam como os companheiros mais queridos, representando 39% e 18% da população total de pets, com 58,1 milhões e 27,1 milhões, respectivamente. Além deles, outras espécies enriquecem o convívio nos lares brasileiros, incluindo 41 milhões de aves canoras, que correspondem a 27% da população total de pets, e 2,5 milhões de pequenos répteis e mamíferos, representando cerca de 2%. Os peixes ornamentais também ocupam um lugar especial nos lares, embora sua população exata não tenha sido estimada.

 

“A distribuição de pets pelos domicílios brasileiros é igualmente impressionante, com 44% dos lares abrigando pelo menos um cão e 21% possuindo um gato. Mais significativo ainda é o fato de que 53% dos domicílios no país têm pelo menos um pet, evidenciando a importância dos animais de estimação na cultura brasileira e, por extensão, no mercado pet, seja em lojas especializadas ou nos supermercados em geral”, afirma o consultor.

 

Considerando a vasta população de pets e a presença significativa de idosos dispostos a cuidar e investir em seus animais, o mercado pet brasileiro se encontra diante de uma oportunidade sem precedentes. “A inovação em produtos e serviços, aliada a uma compreensão aprofundada das dinâmicas demográficas, pode levar a um crescimento substancial, beneficiando tanto os animais quanto seus cuidadores e, consequentemente, toda a cadeia envolvida”, conclui o consultor.

 

Thais Abrahão – Presstalk Comunicação

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