25 de julho, 2024

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Praça na capital recebe nome de Dorina Nowill

Praça Dorina Nowill: aberta ao público em geral e homenagem a quem se dedicou aos cegos

 

Na manhã de domingo, 22 de abril, aconteceu no bairro da Saúde, capital paulista, inauguração de uma praça em homenagem à Dorina de Gouvêa Nowill, nome tradicionalmente ligado às pessoas com deficiência visual. A nova praça Dorina Nowill está instalada no espaço livre delimitado pelas ruas Agostinho Rodrigues Filho, Leandro Dupré e Cel. José Dionísio Gouveia, Prefeitura Regional Vila Mariana.

A homenagem foi oferecida pela Prefeitura de São Paulo e Câmara Municipal de São Paulo à Dorina Nowill, uma mulher que se destacou por sua atuação em prol da inclusão social das pessoas com deficiência visual. Estiveram presentes o Secretário Adjunto da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Luiz Carlos Lopes; a presidente do Conselho de Curadores da Fundação Dorina Nowill para Cegos, Ika Fleury; e o Secretário Municipal da Pessoa com Deficiência, Cid Torquato, entre outras autoridades.

O Secretário Adjunto, Luiz Carlos Lopes, falou sobre a importância de Dorina Nowill e destacou ações da Secretaria voltadas às pessoas com deficiência visual. “Ano passado, tivemos o prazer de coordenar um projeto que investiu R$ 2,5 milhões para acessibilizar 62 bibliotecas públicas no Estado de São Paulo”.

ika Fleury, entre os Secretários Luiz Lopes (esq.) e Cid Torquato (dir.) na inauguração da praça

“Um investimento que se justifica, pois a pessoa cega lê em média mais livros que pessoas videntes no Brasil, e esse investimento, esse olhar, esse esforço para estimular a leitura das pessoas cegas, não existiria se não fosse a Fundação Dorina Nowill, se não fosse a própria Dorina, que é múltipla, uma pessoa, uma Fundação, ela é uma personagem de história em quadrinhos e hoje ela virou praça, pessoa múltipla, que merece nosso respeito”, ressaltou Luiz Lopes.

A oficialização do nome aconteceu com uma festa aberta à comunidade, com apresentação do DJ Anderson Farias, performance da Cia Ballet de Cegos da Associação Fernanda Bianchini e food trucks.

“Uma cidadã consciente das necessidades da sociedade desde jovem; atuou em defesa dos direitos humanos e sociais dos cidadãos com e sem deficiência”, explicou Ika Fleury, pontuando que esse é um momento importante em relação ao trabalho que a Fundação tem desenvolvido ao longo dos anos. “Uma homenagem desta natureza contribui para que outras pessoas venham a ser voluntárias e líderes de movimentos que acreditam”, acrescentou.

DORINA NOWILL

Dorina Nowill foi criadora da Fundação para o Livro do Cego no Brasil, em 1946, que se transformou depois em Fundação Dorina Nowill. A entidade, localizada na Vila Clementino, existe há 60 anos e não havia nenhuma via púbçlica que a  homenageava.

Dorina Gouvea Nowill nasceu em 1919 e ficou cega aos 17 anos, em virtude de uma infecção ocular, que progrediu rapidamente para cegueira. A cegueira, contudo, não a impediu que seguisse carreira na área da educação.

Em 1945, conseguiu convencer a Escola Caetano de Campos, na capital paulista, onde cursava o magistério e viria a se formar como professora, a implantar o primeiro curso de especialização de professores para o ensino de cegos. Nessa época, livros em braile eram raríssimos e ela teve que cursar a escola como estudante sem deficiência. Após diplomar-se, viajou para os Estados Unidos com uma bolsa de estudos paga pelo governo americano para frequentar um curso de especialização na área da deficiência visual. Dorina faleceu em agosto de 2010.

 

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