22 de julho, 2024

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Varejo brasileiro abre as portas das lojas para seu novo perfil de cliente: os pets

Especialistas mostram como as redes de supermercados devem se preparar para receber os animais de estimação dentro do ponto de vendas

O espaço destinado para os pets em lojas do varejo é uma realidade no Brasil e o termo ‘pet friendly’ diferencia os pontos de venda aos olhos de quem leva seus animais de estimação para fazer compras. Diante desta realidade, diferentes redes do varejo supermercadista começam a aplicar este conceito em suas lojas tradicionais, enquanto outras já desenvolvem projetos específicos de PDV com foco no atendimento ao consumidor e ao seu pet.

Para Mariane Clarice Hasckel, coordenadora de marketing da Rede Cooper, um dos maiores benefícios que a rede obteve ao facilitar o acesso dos pets às lojas foi a aproximação com o público. “Muitos deles já eram nossos cooperados e clientes, mas, ao oferecermos a oportunidade de visitarem nossas lojas com seus animais de estimação, estabelecemos um vínculo mais forte, transformando o ato de compra em uma experiência ainda mais positiva para eles. Além disso, fortalecemos nossa imagem como uma empresa inclusiva e tivemos grande destaque nas mídias locais”, diz.

Mariane explica que os carrinhos adaptados para pets que a rede Cooper oferece aos consumidores foram adquiridos de uma empresa especializada e funcionam como carrinhos de compras com um compartimento embaixo para transportar pets de pequeno porte. “Hoje, oferecemos os carrinhos pet em duas lojas selecionadas cuidadosamente em áreas altamente urbanizadas e com pet shop como loja parceira, o que também contribui para um aumento no movimento de clientes com animais de estimação”, explica a coordenadora de marketing da Rede Cooper.

Opiniões e interferência na experiência

Entre os desafios que um PDV pet friendly traz para a operação da rede, a executiva destaca as legislações sanitárias e os diferentes perfis de consumidor. “Cada cidade ou estado possui suas próprias normas, o que exige a compreensão e a adaptação a essas regulamentações. Outro grande desafio é gerenciar as diversas opiniões sobre a presença de animais de estimação na área de vendas, com alguns clientes apoiando essa iniciativa e outros se mostrando contrários. Embora a presença de pets em estabelecimentos comerciais seja algo comum em muitos países, no Brasil ainda estamos nos acostumando com essa prática. É essencial considerar os diferentes pontos de vista e avaliar o perfil de cada loja antes de implementar políticas pet friendly”, aconselha Mariane Hasckel.

Segundo José Carlos de Souza Filho, professor da FIA Business School, os principais cuidados de lojas pet friendly estão ligados às condições de higiene, suporte em emergências e manutenção da limpeza e assepsia do ambiente. “Devemos ter mais pontos de venda com áreas especializadas em produtos para pets nos supermercados, o que é mais uma possibilidade de compra para os clientes”, avalia.

Agostinho Varandas, professor de administração da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio, acredita que o maior problema para as lojas pet friendly seja a interferência da experiência do consumidor nas lojas. “Imagina uma loja com muitos cachorros latindo ao mesmo tempo? Pode ser que incomode outras pessoas, assim como os odores das necessidades fisiológicas, por exemplo. Vemos a abertura de lojas pet friendly e este modelo terá concorrência cada vez mais acirrada”, finaliza.

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