22 de julho, 2024

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Vendas do comércio paulista têm o melhor 1º trimestre em 16 anos

O faturamento do varejo no Estado de São Paulo registrou alta de 7,7% no primeiro trimestre de 2024, em comparação ao mesmo período do ano passado. Em números absolutos, esse crescimento representou uma receita de R$ 22,4 bilhões a mais do que a obtida entre janeiro e março de 2023, melhor desempenho desde o início da série histórica, em 2008. Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV), realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

O setor também apontou performance semelhante em março, quando as vendas registraram crescimento de 5,7% em comparação ao mesmo período do ano passado. O faturamento real atingiu R$ 111,2 bilhões no mês, R$ 6 bilhões acima do valor apurado em março de 2023. Esse foi o maior resultado do varejo paulista para um mês de março em 16 anos.

Na análise da Federação, essa expansão significativa do varejo em São Paulo é um indicativo de um ambiente econômico fortalecido. Esse crescimento foi impulsionado por melhorias no emprego e aumento na renda disponível dos consumidores, além de possíveis ajustes em políticas econômicas que favoreceram o consumo.

Dentre as atividades analisadas, destacam-se os supermercados e as farmácias, segmentos que estão entre as maiores altas do período, com variação positiva de 13% e 6,6%, respectivamente — bens considerados essenciais e prioridade para grande parte das famílias paulistanas [tabela 1].
TABELA 1
PESQUISA CONJUNTURAL DO COMÉRCIO VAREJISTA – ESTADO DE SÃO PAULO

MARÇO DE 2024

Também foi observada uma alta relevante nas concessionárias de veículos (8%) e nas lojas de vestuário, tecidos e calçados (6,5%), resultados que contribuíram para o saldo positivo do mês. Esse número indica que a recuperação econômica já permitiu investimentos em itens de maior valor.

Ainda assim, alguns setores foram impactados por ajustes estruturais ou mudanças nas preferências de consumo, como lojas de móveis e decoração (-11,9%); materiais de construção (-5,1%); eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (-0,8%); e outras atividades (-0,3%).

VAREJO TAMBÉM CRESCE NA CAPITAL

Na capital paulista, o saldo também foi positivo em março. As vendas registraram um crescimento de 5,1% em comparação ao mesmo período do ano anterior, alcançando uma receita de R$ 34,7 bilhões, o melhor resultado para o mês.

Frente a esse avanço, a taxa acumulada no ano foi de 8,4%, representando um incremento de R$ 7,5 bilhões quando comparado ao período de janeiro a março do ano passado. Esse crescimento foi impulsionado por seis atividades principais: supermercados (12%); farmácias e perfumarias (5,6%); outras atividades (5,2%); concessionárias de veículos (4,8%); lojas de vestuário, tecidos e calçados (2,3%); e autopeças e acessórios (1,6%). Juntas, essas categorias contribuíram com 6,1 pontos porcentuais (p.p.) para o crescimento total.

Por outro lado, algumas atividades sofreram queda: lojas de móveis e decoração (-21%); materiais de construção (-8,2%); e eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (-1,1%), resultando em uma pressão negativa de 1 p.p. no resultado geral [tabela 2].
TABELA 2
PESQUISA CONJUNTURAL DO COMÉRCIO VAREJISTA – CIDADE DE SÃO PAULO
MARÇO DE 2024

Isso significa que o resultado foi bem semelhante ao estadual, com exceção do grupo de outras atividades. De maneira geral, tanto a capital quanto o Estado apontaram tendências de crescimento parecidas, indicando um fortalecimento econômico consistente em ambas as regiões.

CONSUMO É IMPULSIONADO PELA ECONOMIA

O saldo positivo do varejo no Estado de São Paulo reflete um ambiente econômico fortalecido, impulsionado por uma combinação de fatores, incluindo melhorias nas condições de emprego, aumento da renda disponível dos consumidores e facilidades na obtenção de crédito.

A taxa de desemprego fechou o primeiro trimestre em 7,4%, queda de 1,1 p.p. em relação ao mesmo período do ano passado, quando marcava 8,5%, abaixo da média nacional (7,9%). A redução da taxa de desemprego e a geração de empregos com carteira assinada significam maior contingente de pessoas com capacidade de consumir, estimulando o comércio.

Por fim, além da desaceleração inflacionária e do ciclo de quedas da taxa Selic, também é preciso destacar o pagamento dos precatórios no primeiro trimestre, que injetou cerca R$ 93 bilhões na economia — e parte desses recursos foi direcionado ao consumo.

 

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