Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios, Mercados, Armazéns, Mercearias, Empórios, Mercadinhos, Quitandas, Frutarias, Sacolões, Laticínios, Minimercados, Supermercados, Hipermercados, Adegas, Tabacarias, Bombonieres, Lojas de Bebidas, de Ração Animal, de Suplementos Alimentares, de Produtos Naturais, Dietéticos, Congelados, Delicatessens e de Conveniência do Estado de São Paulo.

Fim da escala 6×1 exige atenção ao pequeno varejo alimentar

A principal preocupação do SINCOVAGA, no debate sobre o eventual fim da escala 6×1, está no impacto direto sobre os pequenos empresários do setor supermercadista e do varejo de gêneros alimentícios.

Pequenos mercados, mercearias, hortifrutis, minimercados e supermercados de bairro funcionam com equipes reduzidas, margens apertadas e pouca capacidade de absorver novos custos. Nesses estabelecimentos, a ausência de um único funcionário já pode comprometer o atendimento, a reposição, o caixa, o estoque e a rotina operacional.

A redução da jornada, se implementada sem transição adequada, poderá obrigar o empresário a contratar mais funcionários apenas para manter o mesmo horário de funcionamento. Esse aumento de pessoal não decorrerá de crescimento da empresa, mas de imposição de custo para preservar a operação atual.

O problema é especialmente grave porque a nova contratação envolve muito mais do que salário. Há encargos, benefícios, treinamento, substituições em férias, afastamentos e reorganização de escalas. Para o pequeno empresário, esse conjunto de despesas pode comprometer a margem, reduzir a competitividade e até inviabilizar a continuidade do negócio.

Também não é simples repassar esse custo ao consumidor. O varejo alimentar trabalha com produtos essenciais, forte concorrência e consumidores sensíveis a preço. Se o pequeno empresário aumenta preços, pode perder clientes. Se absorve o custo, perde margem. Se reduz o horário de funcionamento, perde faturamento.

Por isso, o fim da escala 6×1 não pode ser tratado como medida uniforme para todos os setores e todos os portes de empresa. A realidade do pequeno comércio é diferente da realidade das grandes redes. Sem critérios de transição, proporcionalidade e compensação, a mudança pode atingir justamente quem mais depende de previsibilidade para continuar empregando e abastecendo a população.

O SINCOVAGA entende que a discussão sobre jornada de trabalho é legítima, mas alerta que qualquer alteração precisa considerar, antes de tudo, o aumento do custo para o pequeno empresário. Sem esse cuidado, a medida poderá gerar fechamento de estabelecimentos, redução de empregos, aumento de preços e enfraquecimento da economia local.

Como adendo indispensável, esse debate também precisa vir acompanhado da urgente revisão das faixas e dos limites do Simples Nacional, hoje pressionados por defasagem econômica e inflação acumulada. Pequenas empresas já enfrentam aumento de custos operacionais, trabalhistas e tributários, e a ausência de atualização proporcional desses parâmetros pode agravar ainda mais sua dificuldade de crescer, manter competitividade e preservar empregos formais. Sem corrigir esse desequilíbrio, o pequeno empreendedor continuará arcando com carga cada vez mais pesada, justamente no momento em que mais precisa de fôlego para sobreviver.

Contribuições 2025

As contribuições são cruciais para o fortalecimento da categoria empresarial, pois subsidia uma variedade de atividades essenciais, como a elaboração de estudos e pareceres, convenções coletivas de trabalho, realização de sondagens de mercado, e desenvolvimento de estratégias para a representação e defesa de interesses junto a órgãos públicos, entre diversas outras ações. Esteja em dia com o Sincovaga SP e usufrua dos inúmeros benefícios.

Certidões Obrigatórias

Os benefícios abaixo são assegurados por meio das certidões emitidas pelo Sincovaga SP e validadas pelo Sindicato dos Comerciários, dentro do prazo determinado pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT)

Devido ao feriado, retornaremos no dia 22/04 (quarta-feira).

Fique atento ao nosso atendimento na semana de carnaval.

Retornamos dia 19 de Fevereiro.