Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios, Mercados, Armazéns, Mercearias, Empórios, Mercadinhos, Quitandas, Frutarias, Sacolões, Laticínios, Minimercados, Supermercados, Hipermercados, Adegas, Tabacarias, Bombonieres, Lojas de Bebidas, de Ração Animal, de Suplementos Alimentares, de Produtos Naturais, Dietéticos, Congelados, Delicatessens e de Conveniência do Estado de São Paulo.

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Palestra debate as mulheres e o futuro do trabalho na área de SST

A transição verde e a transformação tecnológica devem criar 69 milhões de empregos no mundo até 2027, criando e impulsionando algumas profissões e determinando o fim de outras, segundo relatório recente do Fórum Econômico Social. Mas será que os trabalhadores estão prontos para essas mudanças e enxergam a urgência de se preparar para esse trabalho do futuro? E quanto às mulheres, a equidade se tornará um compromisso real das empresas, para que elas possam acompanhar esses movimentos?

Esses foram alguns pontos destacados na palestra “Mulheres e o Futuro do Trabalho: Superação, Desafios e Oportunidades em SST”, com Grácia Fragalá, assistente social e especialista em Segurança e Saúde do Trabalho e sócia da TPA Saúde, realizada em formato híbrido no dia 27 de março, no Sincovaga-SP (Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Estado de São Paulo).

A palestra integrou as ações do Comitê de Segurança e Medicina do Trabalho, uma iniciativa do Grupo GPA com apoio do Sincovaga, que reúne atualmente 20 empresas do segmento de varejo alimentar.

Grácia iniciou com um breve histórico das conquistas das mulheres ao longo do tempo, inclusive sobre as habilidades das mulheres que atuam em Saúde e Segurança do Trabalho, que passaram a ocupar espaços antes restritos aos homens, provando que liderança e competência não têm gênero. “Isso fortalece não apenas as práticas de SST, mas impulsiona a inovação, a empatia e a construção de um ambiente mais seguro para todos, ainda que existam muitos obstáculos a superar”, afirma.

Na sequência, reforçou a importância da saúde mental no trabalho. No ambiente, isso fica caracterizado pela cultura organizacional, atitudes, crenças e valores e as práticas cotidianas. No processo do trabalho, isso se reflete nos prazos e na qualidade da entrega, na estrutura e clareza, no planejamento e nas regras claras e no meio de fazer as atividades prescritas. Já no que se refere à organização do trabalho, a especialista destacou a autonomia das pessoas, o compliance, o significado e o impacto e a segurança psicológica para os colaboradores.

As transformações permanentes e inevitáveis no mundo do trabalho têm diferentes consequências para a saúde. “Pesquisas sobre o futuro do trabalho mostram que mais da metade das pessoas discorda que sua profissão vai desaparecer em 20 anos, mas sabemos que isso acontecerá muito mais rápido e é preciso se preparar”, avalia Grácia.

Segundo ela, o novo profissional é autônomo, colaborativo, flexível, diverso, quer propósito e preza pelo autocuidado. “As organizações buscam pessoas com capacidade de se adaptar rapidamente a mudanças e se orientar através de incertezas”, avalia. “Por outro lado, mais da metade dos trabalhadores sequer sabe o que são soft skills, competências essenciais relacionadas ao trabalho.”

Soft skills são habilidades comportamentais, socioemocionais e interpessoais que podem ser desenvolvidas ao longo da vida e são fundamentais no ambiente de trabalho, pois influenciam a forma como interagimos com colegas e lidamos com desafios.

No que se refere às mulheres, o ambiente inclusivo melhorou, porém os homens ainda têm maior facilidade de se inserir no mercado em geral. “A mulher está muito mais presente nas atividades da economia do cuidado, por isso a maior parte dessas trabalhadoras discorda que a tecnologia pode vir a substituir sua força de trabalho”, analisa Grácia.

“Ampliar a participação feminina no mercado de trabalho, e também na área de SST, depende da consciência sobre a igualdade de direitos e de oportunidades. Equidade é tratar diferente os diferentes, por isso as ações afirmativas ainda são tão necessárias”, reforçou a especialista. “As mulheres ainda são muito prejudicadas pelos vieses inconscientes, resultado de uma herança ancestral e primitiva. No momento de um recrutamento, não se pergunta a um homem se ele tem filhos, ou quem vai cuidar deles enquanto ele trabalha, mas certamente esse questionamento será feito a uma mulher”, exemplifica.

“E somando-se a todos os desafios do mercado de trabalho, a mulher ainda tem a jornada adicional, uma sobrecarga que chega a somar 21 horas semanais”, analisa Grácia.

“Uma carga maior de trabalho e um salário menor (no Brasil, as mulheres ganham em torno de 78% do salário dos homens, na mesma função) sobrepõem-se aos riscos psicossociais com impactos comportamentais, psicológicos e fisiológicos. É quando o trabalho pode se tornar fonte de adoecimento, pois pesquisas mostram que 45% das mulheres enfrentam algum transtorno mental, seja depressão ou ansiedade.

Todo esse cenário é fundo para a Portaria 1.419/2024, que modifica a Norma Regulamentadora 1 (NR-1), prevista para começar a funcionar em maio deste ano. Em linhas gerais, a NR-1 prevê um conjunto de ações gerenciadas pelas empresas para lidar com questões de saúde ocupacional, adicionando os riscos psicossociais ao escopo do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).

O objetivo é que o ambiente laboral seja protegido, ao máximo, de fatores que levam a riscos psicossociais de adoecimento. A gestão desses riscos passaria por situações como sobrecargas de jornada ou mesmo ambientes socialmente tóxicos. O importante é diferenciar a identificação do risco da atividade (avaliando o ambiente, os processos e a organização do trabalho) das ações de cuidado com as pessoas trabalhadoras. “O problema é complexo, e não pode ter soluções simplistas, mas é possível, com as ferramentas existentes, tratar de maneira simples e coerente” afirma Grácia.

Mas ainda existem muitas dúvidas sobre a implantação das mudanças. “Não à toa, entidades de vários setores estão se movimentando para pedir mais prazo. É preciso deixar mais claro para as empresas e para os trabalhadores como a norma se aplicará, como será fiscalizada e seus impactos. Se aplicada de forma precipitada, acabará por não favorecer a quem interessa: os próprios trabalhadores”, concluiu a especialista.

Mais informações: (11) 3335-1100.

Thais Abrahão – Presstalk Comunicação
Mar/25

Contribuições 2025

As contribuições são cruciais para o fortalecimento da categoria empresarial, pois subsidia uma variedade de atividades essenciais, como a elaboração de estudos e pareceres, convenções coletivas de trabalho, realização de sondagens de mercado, e desenvolvimento de estratégias para a representação e defesa de interesses junto a órgãos públicos, entre diversas outras ações. Esteja em dia com o Sincovaga SP e usufrua dos inúmeros benefícios.

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