13 de julho, 2024

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IPCA-15 sobe 0,33% em novembro, pressionado pela alta dos preços dos alimentos e passagem aérea

Por Redação

Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) subiu 0,33% em novembro, após ter avançado 0,21% em outubro, informou nesta terça-feira, 28, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado anunciado hoje, o IPCA-15 registrou um aumento de 4,30% no acumulado do ano. Em 12 meses, a alta foi de 4,84%, ante taxa de 5,05% até outubro.

Apesar da alta, o avanço de 0,33% registrada em novembro foi a mais baixa para o mês desde 2019, quando subiu 0,14%. Em novembro de 2022, o IPCA-15 tinha registrado alta de 0,53%.

Os preços de Alimentação e bebidas aumentaram 0,82% em novembro, após queda de 0,31% em outubro. O grupo deu uma contribuição positiva de 0,17 ponto porcentual para o IPCA-15 neste mês. Entre os componentes do grupo, a alimentação no domicílio teve alta de 1,06% em novembro, após ter recuado 0,52% no mês anterior. A alimentação fora do domicílio subiu 0,22%, ante alta de 0,21% em outubro.

Os preços de Transportes subiram 0,18% em novembro, após alta de 0,78% em outubro. O grupo deu uma contribuição positiva de 0,04 ponto porcentual para o IPCA-15, que subiu 0,33% no mês.

A alta de 19,03% no preço das passagens aéreas respondeu sozinha por metade da prévia da inflação oficial no País em novembro. Os dados foram divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O subitem teve o maior impacto individual no mês, uma contribuição de 0,16 ponto porcentual para a taxa de 0,33% do IPCA-15 de novembro.

Preço de alimentos no domicílio e fora subiu em novembro

Foto: TABA BENEDICTO

O ranking dos itens que mais pressionaram o IPCA-15 de novembro inclui ainda emplacamento e licença (0,05 p.p.), cebola (0,04 p.p.), plano de saúde (0,03 p.p.) e batata-inglesa (0,02 p.p.).

Direção contrária

Os preços de combustíveis tiveram queda de 2,11% em novembro, após recuo de 0,44% no mês anterior. A gasolina caiu 2,25%, após ter registrado queda de 0,56% em outubro, enquanto o etanol recuou 2,49% nesta leitura, após queda de 0,27% na última.

O Estadão/Broadcast calcula o impacto de cada grupo no IPCA-15 com base na variação mensal e no peso mensal disponíveis no Sistema IBGE de Recuperação Automática (Sidra). O resultado pode ter divergências pontuais com o impacto divulgado pelo IBGE, que considera mais casas decimais do que as disponibilizadas publicamente na taxa de cada item.

 

https://www.estadao.com.br/economia/ipca-15-alta-novembro-alimentos/

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