13 de julho, 2024

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Coreia e Singapura têm varejo referência das inovações que ocorrem na Ásia

A Coreia é o segundo maior mercado do mundo em participação no e-commerce em relação às vendas totais do varejo depois da China e com uma característica diferenciada, pois os principais operadores são os varejistas tradicionais, o que por si só já é inspirador.

A Coreia viveu um dos mais importantes processos de transformação estratégica a partir das iniciativas combinadas de governo e iniciativa privada, com foco prioritário na educação e fortalecimento das empresas para promover mudanças estruturais que fizeram com o que o país desse um salto no cenário global. A criação do programa Chaebol foi um divisor de águas na transformação da economia, da sociedade e no desenvolvimento acelerado do país. Por si só, uma importante referência para o Brasil atual.

Só para efeito de comparação, a população da Coreia está perto de 52 milhões de pessoas, algo como um quarto da brasileira, com idade média de 45 anos (Brasil é de 33 anos),  e PIB per capita 3,6 vezes maior que o do Brasil num processo que tem pouco mais de 40 anos de evolução radical.

E os setores de varejo e consumo fizeram e fazem parte desse processo transformador a ponto de grupos como Shinsegae, diversificado, multicanal, multinegócios e plural em suas atividades, terem se transformado também em multinacional, passando a operar redes de supermercados na costa oeste dos Estados Unidos.

O varejo e o consumo da Coreia têm características muito próprias com as principais marcas também operando varejo em vários segmentos, como é o caso de Samsung e LG, mas também Hyundai, em diferentes formatos de lojas.

E onde tudo está ligado à cultura K, que gerou o movimento Korea Wave, envolvendo do pop ao mundo da cosmética, cuidados pessoais e beleza, é valorizado com diferencial competitivo em âmbito global.

Além de Shinsegae, entre os principais operadores de varejo na Coreia devem ser citados Lotte, que vai de lojas a hotéis; E-Mart, no setor super, hipermercados e conveniência; Homeplus, anteriormente Tesco Coreiae; grupo GS, operador de supermercados e conveniência.

Em muitos casos, os operadores locais desenvolvem formatos e conceitos próprios inspirados e adaptados naqueles que se transformaram em geradores de resultados no mercado global. Todos esses operadores também estão presentes no ambiente digital, uma vez que a Coreia é um dos mercados mais desenvolvidos no mundo em termos de penetração desse canal graças a uma impressionante presença e uso da internet.

E as diferenças não param por aí, pois os recentes resultados do varejo por lá, com crescimento de 8,4% neste último fevereiro, puxado principalmente pelo digital, mostram a vitalidade do mercado pós-crise da pandemia.

No caso de Singapura, também para efeito de comparação, ainda que numa realidade geográfica, política e social totalmente diferente da brasileira, pois é uma ilha/cidade/nação, a população é de apenas 6 milhões de habitantes, com idade média de 39 anos e PIB per capita 9,3 vezes maior do que o Brasil. Isso mesmo, quase 10 vezes o PIB per capita brasileiro.

É uma região onde o nível social médio é dos mais altos do mundo, a educação é também um tema relevante, o inglês é a língua predominante e o varejo e o consumo retratam essa realidade em propostas e soluções focadas nos segmentos mais afluentes do mundo. E, para melhor caracterizar os desafios, quase 60% da água potável precisa ser dessalinizada.

Ao lado de Amazon, Ikea, Watsons, que têm forte presença local, destacam-se alguns outros varejistas relevantes, como NTUC FairPrice, no setor de supermercados, Dairy Farm, operador multicanal e multimarcas na área de alimentação, Sheng Siong, orientado para valor em alimentos, além dos e-commerces Lazada e Qoo10.

Shopping centers e centros comerciais planejados estão entre os mais avançados e com uma combinação importante de serviços e comércio, dado o elevado nível de renda e consumo, que concentra mais despesas em serviços e soluções.

Outro ponto gerador de importantes aprendizados em Singapura é o programa SMEs Go Digital, que dá apoio e recursos, inclusive financeiros, para que pequenas e médias empresas desenvolvam competências para operar no ambiente digital.

Para, de fato, entender e melhor avaliar o processo de transformação estrutural do varejo e do consumo do mundo, é preciso olhar e entender de forma cada vez mais profunda e abrangente o que acontece na Ásia.

E Coreia e Singapura são exemplos importantes para além do que a China tem apresentado.

No próximo dia 25 de abril, às 18 horas, com transmissão virtual e aberta, mediante cadastramento, haverá um programa especial sobre o momento do varejo e consumo na Coreia e em Singapura, com participação direta de consultores, apoiadores e organizadores da missão.

Nos dias 22 e 23 de maio, em São Paulo, haverá o evento Digitail Conference, com debates envolvendo inovações amplas no mercado e seus impactos nos negócios do varejo e consumo no Brasil, trazendo, também, essa visão da Ásia e do mundo.

Na última semana de junho, haverá novo programa, condensando aprendizados da missão especial Coreia-Singapura, integrando as inovações e os novos conceitos que envolvem a China.

E no Latam Retail Show, de 17 a 19 de setembro, no Center Norte, em São Paulo, haverá especial ênfase, conteúdo e programação dedicados às discussões dos impactos dessas transformações na realidade brasileira, com a presença de marcas, negócios e iniciativas que reconfiguram o varejo e o consumo em todo o mundo. Terá transmissão virtual de parte do conteúdo para os que não puderem participar presencialmente.

Marcos Gouvêa de Souza 

https://mercadoeconsumo.com.br/22/04/2024/artigos/coreia-e-singapura-tem-varejo-referencia-das-inovacoes-que-ocorrem-na-asia

 

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