22 de julho, 2024

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CPI da Covid não pode ter medo de ‘crise de abstinência’

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Redação, O Estado de S.Paulo

Na última semana, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid mostrou estar numa “encruzilhada”, após uma sequência de três depoimentos “lamentáveis” e troca de insultos entre senadores. Na avaliação da jornalista Eliane Cantanhêde, o momento é de encerrar as oitivas para que os parlamentares foquem no relatório final.

“Os senadores precisam parar de temer a crise de abstinência do pós-CPI, que é quando os holofotes se apagam”, aponta. “É preciso parar os depoimentos, com a exposição pública e se voltar para dentro, para o principal, que é o relatório final”, afirma a colunista do Estadão no novo episódio de Por Dentro da CPI.

Para dar sequência às apurações iniciadas pelos senadores, destaca Eliane, o Ministério Público de São Paulo criou na quinta-feira, 23, uma força-tarefa que vai investigar se a Prevent Senior tratou pacientes, sem o devido consentimento, com o chamado kit-covid. “A CPI tem uma função: trazer à luz todas essas questões, mostrar tudo isso e mostrar num belo relatório final, mas a CPI não pode ficar indefinidamente, durante anos, investigando os detalhes”, diz.

Sobre a próxima semana de trabalhos, Eliane considera que o já agendado depoimento do empresário bolsonarista Luciano Hang “não vai servir para nada” e será transformado por ele “num circo”.

 

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