20 de julho, 2024

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Indústria de alimentos à base de plantas inova com novas receitas para agradar o paladar dos consumidores

O consumo de produtos sem carnes na composição ganhou relevância nos últimos anos e com isso um termo popularizou-se nos corredores dos supermercados: blant based. Estes produtos são, como o nome diz, preparados somente com frutas, legumes, verduras, grãos, leguminosas, oleaginosas e sementes. Mais do que uma alternativa à saúde, já que muitos desses produtos são ultraprocessados, a ideia de consumo é excluir o consumo de proteína animal, seja por questões éticas, ambientais e também de saúde.

Se antes esses produtos eram sinônimo de pouco sabor, agora as indústrias estão evoluindo para produtos mais gostosos, buscando um equilíbrio entre sabor, saúde e sustentabilidade. Álvaro Gazolla, fundador e diretor comercial da Vida Veg, explica que essa tendência de consumo impacta mais os mais jovens por buscarem alimentos que impactam menos o ambiente, ou mesmo que não tenham participação de animal na cadeia. “O público saudável busca alimentos menos inflamatórios de melhor digestibilidade principalmente para pré ou pós treino, além é claro de atender veganos e alérgicos de uma forma mais completa” complementa.

O desafio ainda é trazer para os alimentos plant based o sabor que os alimentos com carne possuem. “O paladar precisa se adaptar a esse novo estilo de alimentação, mas precisamos nos adaptar ao que é bom e gostoso”, acredita Gazolla, que usa o exemplo do café sem açúcar no primeiro contato. “As pessoas não estão acostumadas e acham o café ruim, mas depois de um tempo o paladar se adapta e o que passa a ser ruim é o café doce, mas para que isso ocorra o café precisa ter uma qualidade, aroma, cor e demais atributos que agradam, isso ajuda muito a migração. O mesmo ocorre na alimentação plant based, pode ser diferente mas tem que ser saboroso”, compara. A Vida Veg tem no portfólio as seguintes combinações para conquistar o consumidor:

  • Castanha para queijos e cremes
  • Aveia para leites e iogurtes
  • Coco para leites e iogurtes
  • Amêndoa leites e iogurtes
  • Grão de bico para pastas

Outra barreira também é o preço, já que normalmente alimentos plant based são mais caros, sendo um dos principais fatores a carga tributária que é aplicada a esses produtos. “O Brasil não promove a igualdade tributária para leites vegetais por exemplo, isso acaba onerando o produto na ponta prejudicando o consumo”, destaca o diretor comercial.

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