22 de julho, 2024

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Supermercados mudam a cara do varejo de Nova York

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Em todo o mundo, o varejo vive de ciclos. O declínio de um segmento abre espaço (literalmente) para que outras lojas encontrem oportunidades para atender mais clientes. E, nessa evolução, agora são os supermercados que estão crescendo com força no varejo de Nova York.

Onde antes havia grandes varejistas big box, com grandes superfícies dedicadas a uma determinada categoria de produtos (brinquedos, materiais de construção, vestuário, eletrônicos), hoje existem frutas, legumes, verduras, áreas para comida pronta e para aproveitar as refeições. O grande ponto de virada? A pandemia, que acelerou o êxodo de trabalhadores da Big Apple e afetou quase todo tipo de varejo físico – menos os supermercados.

“A Covid ajudou a criar a dinâmica que faz desse nosso período uma era dourada para o setor de supermercados”, afirma Peter Ripka, executivo da Repco Real Estate. Trancafiados dentro de casa, novaiorquinos aprenderam para que serve um fogão – e se dedicaram com gosto, impulsionando a venda de hortifrutis.

Com o trabalho híbrido, também cresceu a possibilidade de ir às compras durante o dia, retirando a pressão de consumir necessariamente em lojas de conveniência – o que levava a mais itens processados e ultraprocessados. Empreendimentos imobiliários no Queens e Brooklyn aumentaram a demanda pelo varejo de alimentos. E, por fim, o e-commerce de alimentos também caiu no gosto dos consumidores locais.

Tudo isso vem soando como música para redes como Wegmans e Whole Foods, que vêm abrindo supermercados que se transformam em referências não apenas para os consumidores do entorno, mas para todo o varejo mundial. A recém-inaugurada loja da Wegmans em Manhattan, por sinal, foi um dos grandes destaques da NRF Big Show e parada obrigatória no “turismo varejista” das delegações brasileiras no evento.

Como não é simples encontrar espaços de mais de 5.000 metros quadrados à disposição em localizações convenientes em Nova York, mesmo com a saída de outros segmentos os supermercadistas têm apostado em formatos diferentes de loja. “A visão atual é de um modelo misto, em que o e-commerce é uma avenida de crescimento, mas apoiada por lojas físicas que funcionam como hub de distribuição e oferecem experiências diferentes para os clientes”, disse um relatório da empresa de consultoria imobiliária Green Street no mês retrasado.

Um bom exemplo desse movimento é a Whole Foods, que abriu uma loja de 4.000 metros quadrados em Wall Street e pretende avançar com seu formato Whole Foods Daily Shop, focado em conveniência, com pontos de venda entre 650 e 1.400 metros quadrados de área.

“Temos cartas de intenções de várias redes de supermercados”, afirmou Lon Rubackin, VP Sênior da CBRE. “Eu não acreditaria se, alguns anos atrás, me dissessem que teríamos essa forte demanda por empresas do setor em várias regiões de Manhattan. Mas há tantas oportunidades que esse é um grande momento para abrir supermercados na cidade”, completa.

Por Renato Müller

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